Levantamento do Ministério da Saúde mostra queda expressiva nos casos em todo o país, mas o Acre permanece entre as unidades com incidência mais alta da doença em 2026
O Brasil registra em 2026 uma redução importante nos casos de dengue na comparação com o ano anterior, e o Acre acompanha essa tendência de queda. Ainda assim, o estado continua entre as unidades da federação com maior incidência da doença, o que mantém as autoridades de saúde em estado de atenção mesmo diante dos números mais favoráveis.
Números da doença no estado
Segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, o Acre contabilizou 1.774 casos prováveis de dengue entre a 1ª e a 22ª semana epidemiológica de 2026, período que vai de 29 de dezembro de 2025 a 30 de maio de 2026. A incidência acumulada chegou a 200,6 casos para cada 100 mil habitantes, com uma morte confirmada pela doença e outro óbito em investigação. No mesmo intervalo de 2025, o estado havia somado 7.254 casos prováveis, o que representa uma queda de aproximadamente 75%.
Apesar da redução expressiva, o Acre segue classificado na chamada zona de alerta alto, com índices que variam entre 100 e 200 casos por 100 mil habitantes, enquanto estados vizinhos como Amazonas e Rondônia registram incidência mais baixa. A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) chama atenção ainda para o risco de reintrodução do sorotipo DENV-3 no território acreano, cenário que pode favorecer novo aumento na circulação do vírus.
Perfil dos casos confirmados
Os dados demográficos indicam que os homens representam 52% dos casos prováveis no estado, contra 48% entre as mulheres. A faixa etária mais afetada é a de 20 a 29 anos, seguida pelos grupos de 30 a 39 e de 40 a 49 anos. Em relação à raça e cor declarada, mais de 89% dos registros são de pessoas pardas, um retrato que ajuda a orientar as campanhas de prevenção nas regiões de maior circulação do mosquito.
Diante do cenário, a secretaria reforça as ações de vigilância epidemiológica, o combate ao mosquito Aedes aegypti e o monitoramento contínuo dos casos notificados. A vacinação dos grupos prioritários segue como uma das frentes de trabalho, ao lado de mutirões e campanhas voltadas à eliminação de recipientes com água parada em residências e espaços públicos, principal foco de reprodução do vetor.
Sintomas e quando procurar atendimento
A população deve ficar atenta a sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e nas articulações. A orientação da Sesacre é evitar a automedicação e buscar atendimento médico assim que os primeiros sinais aparecerem. Casos que evoluam com dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos exigem assistência imediata, já que podem indicar agravamento do quadro.
O panorama nacional
Em todo o país, o Brasil já soma cerca de 275 mil casos prováveis de dengue em 2026, com 90 mortes confirmadas e outros registros em investigação, número que representa queda de 75% frente ao mesmo período de 2025. A melhora, no entanto, não é uniforme: enquanto alguns estados apresentam incidência baixa, o Acre segue entre os que mais preocupam as equipes de vigilância sanitária.
Com o calendário ainda sujeito a variações sazonais, a manutenção das ações de combate ao vetor segue sendo a principal aposta das autoridades para que a tendência de queda observada neste ano não seja revertida nos próximos meses.
Fontes:
- https://ac24horas.com/2026/06/15/casos-de-dengue-caem-75-no-acre-em-comparacao-com-2025/
- https://yaconews.com/2026/05/queda-dengue-brasil-alerta-acre-2026/
- https://agazeta.net/acre-registra-queda-de-75-nos-casos-provaveis-de-dengue-em-2026/
- https://www.noticiasdahora.com.br/cidades/outras-noticias/mesmo-com-alta-nacional-acre-deve-reduzir-casos-de-dengue-em-2026-indica-projecao-nacional.html